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Lourenço Monteiro (bateria)
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Pequena biografia:
Nascido em 78, comecei a tocar com sete anos e comprei minha primeira
bateria aos nove. Tive poucas aulas no início, gostava mais de praticar
ouvindo discos (de David Bowie a Milton Banana). Fiz shows por todo o
estado do Rio com várias bandas underground, como Cabeça e Wonderland.
Em 96 fui convidado pelo tecladista e produtor Fabio Fonseca para tocar
numa banda de covers que tinha também Toni Platão nos vocais, Sérgio
Serra na guitarra e Marcos Lobato no baixo. A partir de então, comecei
a tocar com Toni Platão em seus shows solo, que acabaram sendo o
laboratório para o disco que o Dado viria a produzir e lançar pela
Rockit! em 2000.
Fui pela primeira vez ao estúdio da Rockit! em 98 ou 99, gravar uma
bateria para o disco do Toni (Calígula Freejack), que o Dado estava
produzindo. Desde então, já participei das trilhas de "Bufo e
Spallanzani", "O Homem do Ano" e "Mandrake", além de outras
gravações sob a supervisão do Dado. Desde o início nos entendemos bem
musicalmente, sem muita necessidade de conceituar ou conversar antes de
sair tocando. Comecei então a gravar algumas faixas compostas pelo
Dado, e fizemos juntos uma música (Tropeço), que faz parte do DVD. Nem
todos sabem, mas o projeto Jardim de Cactus começou como um disco de
estúdio que, mesmo concluído, nunca chegou a ser lançado, e que vinha
sendo gravado calmamente desde 2000. Este processo de gravação me
trouxe uma convivência que só me fez entender melhor e admirar a
musicalidade do Dado, e um grande orgulho de fazer parte deste trabalho.
Outros trabalhos:
Tantra
Marcelo D2
Gabriel Muzak
Cabeza de Panda
(por Lourenço Monteiro, especialmente para o nosso FC)
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Carlos Laufer (baixo)
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Em meados dos anos 80 participou, junto com Fausto Fawcett, Nélson Meirelles e Sérgio
Mekler, do grupo "Rôbos Efêmeros", que fazia performances contando histórias criadas por Fausto sobre bases
musicais criadas por Laufer, Nélson e Sérgio. Nessas apresentações eram utilizadas baterias eletrônicas,
projeções de vídeo e diversos outros dispositivos que criavam um ambiente de imersão sensorial. No início de
1992 participou do espetáculo "Santa Clara Poltergeist" realizado no agnestoscópio, em Copacabana, com a
participação de Regininha, Barrão, Luiz Zerbini, Sérgio Mekler, Dado Villa-Lobos e Marcelo de Alexandre, onde
novamente foi usado o conceito de imersão sensorial, de uma forma ainda mais aprofundada Ainda em 1992,
participou, junto com Fausto Fawcett, João Barone, Dado Villa-Lobos, Dé Palmeira, Paulo Futura e Eduardo Lyra,
da Falange Moulin Rouge, que excursionou o Brasil com o espetáculo Básico Instinto, um teatro de revista
samba-funk que alcançou grande sucesso de público/crítica e foi registrado em disco em 1993.
Em 1993, produziu a trilha sonora do premiado curta-metragem "Vênus de Fogo", de
Victor Lopes, uma ficção que tinha como tema à prevenção da Aids entre prostitutas.
Em 1997, produziu, juntamente com Leléo e Paulo Futura, a trilha sonora do filme
Como Ser Solteiro, de Rosane Svartman.
Em 1998, aproveitando a segunda vinda dos Rolling Stones ao Rio, foi lançado o zine
"Copacabana Rolling Stones", com textos de Chacal, Fausto Fawcett, Laufer e ilustrações de Marcus Wagner.
Seu lançamento foi feito na Galeria Alaska em Copacabana, na boate Black Out (ex-boate Basement). O lançamento
do zine foi feito na primeira "Quinta dos Infernos"."Quinta dos Infernos" era uma festa show comandada pela
DJ Gabriela Varanda, pelo poeta Chacal, pelo baixista Laufer, pelo guitarrista Mimi Lessa, pelo programador
visual Marcus Wagner e pelo escritor Fausto Fawcett. O evento consistia na discotecagem variada de quinta
para quinta, sempre com convidados - se apresentaram Dado Villa-Lobos, Chelpa Ferro, Tony Platão, Cris Braun,
Tônia Schubert. Pontuando a discotecagem, pequenos shows, de dez a quinze minutos, engendrados pelo trio
Fawcett-Laufer-Chacal, sempre abordando temas submundanos, escuridões deliciosas, paraísos negativos,
faunas humanas à deriva, infindáveis copacabanas por aí. Sempre com músicos, atrizes, modelos, cientistas,
atletas, eruditos, vadios, vadias etc. Reforçando essa atmosfera de antro subterrâneo e dançante de todas
as comemorações, o trabalho gráfico e visual de Marcus Wagner e a ambientação do artista plástico
Ernesto Neto.
Em 1999, produziu as músicas do show "Dallas Melrose", onde utilizou uma série
de bases pré-gravadas que eram executadas no palco por Laufer no baixo, a DJ Gabriela Varanda, a
percursionista Laerke Ringsted, e Fausto Fawcett nos vocais. Esse mesmo show foi estendido e apresentado
no festival "FreeZone" realizado em 2001 no Rio e em Porto Alegre, com a participação adicional de Dado
Villa-Lobos na guitarra.
Em 2005, produziu em conjunto com Dado Villa-Lobos e Roberto Pollo, a trilha
sonora do seriado Mandrake, produzido pela Conspiração Filmes e exibido no segundo semestre de 2005
pelo canal HBO Brasil.
Atualmente toca baixo na banda de Dado Villa-Lobos, que se lançou em carreira
solo com o disco "Jardim de Cactus", produzido por Dado Villa-Lobos e Laufer. Além disso,
faz parte do grupo "Os Maravilhas", que acompanha Leléo, em seu trabalho solo. "Os Maravilhas" é
composto por Laufer (surdo e vocais), Ricardo Imperatore percussão), Rogério Negão (baixo) e Nara
Gil (vocais).
(por Carlos Laufer, especialmente para o nosso FC)
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